terça-feira, 24 de março de 2009

Sabe, eu sou uma pessoa otimista. Principalmente quando se trata de feminismo. Eu sei que ainda tem muito que precisa ser mudado, mas acredito que a coisa já melhorou tanto que só pode ficar bem melhor. Mas às vezes me bate uma certa tristeza. Porque eu sempre soube que crimes contra gênero eram algo bem comum, mas quando eu tenho que colocar todos esse crimes aqui parece que eles se tornaram maiores e mais freqüentes. Daria pra eu fazer um blog só sobre violência contra a mulher e eu teria posts todos os dias, até mais de uma vez ao dia. Mudam os nomes e as situações, mas o resultado é sempre igual. E o que anda me cansando bastante é saber que o resultado é sempre o mesmo. Na dúvida, o homem mata a mulher. Simples assim.

A Polícia Civil procura um homem suspeito de ter assassinado a mulher e fugido com o filho de 1 ano e 8 meses, na noite de domingo (22), na Zona Sul de São Paulo.
O casal foi visto entrando no prédio onde morava, no bairro Jardim da Saúde, por volta das 20h. Cerca de 40 minutos depois, o pai saiu com o filho. Ana Cláudia Melo e Silva, de 18 anos, foi encontrada morta pelos vizinhos.
Segundo a polícia, a jovem foi morta a facadas. Ainda de acordo com policiais, o casal vivia na Bahia e tinha uma relação conturbada. Ana Cláudia veio para São Paulo com o filho no final do ano passado. O marido veio em seguida.
Fonte.

E ainda tenho que agüentar ouvir "crime passional", que é uma das expressões que eu mais abomino no mundo. Porque ela está cheia de significado, né? De que se um homem é "apaixonado" por uma mulher, ele tem direito de mata-la.