Foi feito o que deveria ser feito. Como uma menina de 9 anos estuprada pelo padastro, poderia lidar com essa gravidez?
Mas a igreja católica discorda:
O advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife, Márcio Miranda, deve oferecer ao Ministério Público de Pernambuco, ainda nesta quarta-feira, denúncia contra a mãe da menina. A criança teria sido abusada por seu padrasto, que está preso.Esse tipo de coisa é de uma falta de sensibilidade impressionante. Não se pode matar um conglomerado de células que tem potencial para virar vida. Mas e a vida dessa menina que já foi morta? Não conta nada? Ela é apenas um recipiente, que deve carregar uma gravidez provocada por um estupro quando seu corpo nem está formado ainda? Será que é muito difícil olhar para a vida que esta menina seria obrigada a ter se levasse essa gravidez adiante? Falta sensibilidade a esse povo.
Segundo o advogado, a mãe estava sendo orientada por entidades, para que o aborto fosse feito. “Essas organizações poderiam orientar e tentar ajudar a mãe o máximo possível para que a gravidez fosse levada adiante, até o momento de uma cesariana”, diz Miranda. “É a lei de Deus, ‘não matarás’. Consideramos que é um assassinato.”
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