Uma reportagem da revista Der Spiegel pergunta: onde estão as mulheres de Davos, o Fórum Econômico Mundial? Só se vê homens por lá e é isso que se acontece quando se reproduz o 'status quo'. Alguém pode pensar que é porque as mulheres não estão no comando das empresas e que é preciso chamar os mais influentes, e eles são homens, o que se há de fazer?
Fonte.
Realmente nem a Angelina Jolie deu as caras por lá. Mas o argumento da revista é bem falho. Apesar dos homens ainda darem as cartas no mundo econômico, já existem muitas mulheres influentes e em posições de destaque no cenário mundial. Como a própria Míriam destaca:
Mas não é bem assim e um bom exemplo disso é a nova equipe de Obama. Ele buscou a diversidade e encontrou mulheres capacitadas. Na equipe que assessora o presidente, existem três gabinetes comandados por homens e nove por mulheres. Ele encontrou mulheres e também negros qualificados. A diferença é que ele buscou isso.
E o Obama continua fazendo a alegria da mulherada. Em seu primeiro projeto de lei, pôs fim a uma decisão da Suprema Corte americana que determinava um prazo de 180 dias para que trabahadoras pudessem denunciar seus empregadores por discriminação sexual. O projeto ganhou o nome de Lilly Ledbetter, em homenagem à uma trabalhadora que resolveu processar seus patrões ao descobrir que apesar de ter mais experiência do que muitos colegas do sexo masculino, era a supervisora com o menor salário.
"Assinar este projeto de lei hoje envia uma clara mensagem, a de que fazer a nossa economia funcionar significa garantir que ela funcione para todos, que não existam cidadãos de segunda classe no local de trabalho", disse o presidente.
Entre as presentes ao evento de assinatura do projeto de lei também estavam algumas mulheres de destaque na política americana, como a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e a secretária de Estado, Hilllary Clinton.
Fonte.
E é lógico que os republicanos não gostaram da idéia.
Alguns membros da oposição republicana argumentam que a medida pode desencadear uma série de ações legais e velhos processos, agravar os efeitos da crise econômica e levar empregadores a deixar de contratar mulheres.
Adoro o estardalhaço que esse povo conservador faz por qualquer coisinha. Vejam só: Se a crise econômica se agravar vai ser porque uma onda de mulheres resolveu exigir seus direitos, e não por causa de anos de má administração feita por estes mesmos homens que hoje protestam contra a decisão. Mas a própria Lilly assume que o projeto não terá efeito retroativo e não verá um centavo da Goodyear. Como bem disse Michelle Obama: "Ela percebeu a injustiça e estava disposta a fazer algo contra porque era a coisa certa a fazer, pura e simplesmente".
