quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Change we can believe in

Enqüanto por aqui ainda ficamos com essa conversa de desgrudar lagartixa da parede sobre onde a vida começa ou se o aborto deveria continuar sendo crime, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama derrubou o veto ao financiamento federal de entidades que apóiam o aborto.
Com o argumento de que o Estado não deve se meter em assuntos familiares e a liberdade das mulheres em escolher deve ser protegida.

O decreto anulado nesta sexta-feira pela ordem de Obama, conhecido como "mordaça global", impedia que empresas, fundações ou indivíduos financiassem no exterior clínicas de planejamento familiar que fornecessem qualquer serviço ligado ao aborto, desde a própria cirurgia até tratamento pós-operatório, acompanhamento psicológico e consultoria jurídica.

Em um comunicado divulgado no mesmo dia, Obama disse estar "determinado a proteger a liberdade das mulheres a escolher" entre ter ou não um bebê.
Para o presidente, o 22 de janeiro lembra aos americanos¹ "que esta decisão não apenas protege a saúde das mulheres e a liberdade reprodutiva, mas também simboliza um princípio maior: que o governo não vai se meter em assuntos familiares íntimos".
Obama reconheceu que o aborto é um "tema sensível, que nos divide", mas afirmou que "qualquer que seja nosso ponto de vista, estamos unidos em nossa vontade de evitar a gravidez não desejada, de reduzir o número de abortos e de apoiar as mulheres e as famílias na decisão que tomarem".
Fonte.


Posso falar? Não tava levando muita fé no Obama, torcia pela Hillary (motivos pessoais) mas se ele continuar assim acabo me apaixonando.

¹ Em 22 de Janeiro de 1973, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos no caso Roe vs Wade, tirou do Estado o direito de intervir se uma mulher deve ou não abortar até o fim do primeiro trimestre de gestação.