Sou contra: 1 voto - 6%
Sou a favor nos casos já previstos em lei (estupro, risco de morte da mãe): 1 voto - 6%
Sou a favor em qualquer caso: 14 votos - 87%
A questão do aborto sempre é complicada por essas bandas porque sempre tem o dedinho da Igreja pra azedar o doce. Eu sinceramente não consigo nem raciocinar com o argumento de que "a vida começa na fecundação". Pensar que um conglomerado de células pode ser considerado um ser humano é demais pra minha cabecinha. Não consigo absorver mesmo.
Em junho de 2007 o ministro da saúde José Gomes Temporão deu uma entrevista muito boa à Superinteressante:
Desde que o senhor assumiu o cargo, o debate sobre a legalização do aborto foi reaceso. Por que esta é uma questão médica importante?
É importante lembrar o contexto dessa polêmica. Não fui eu que escolhi o tema. O tema é que me escolheu. Isso apareceu no meio de uma entrevista em que me perguntaram qual a minha posição sobre o aborto. Disse que era uma questão de saúde pública. No ano passado, foram realizadas 220 000 curetagens pós-aborto na rede pública. Estima-se em 1,1 milhão o número de abortos clandestinos por ano no Brasil. Recentemente, aconteceram mortes em conseqüência de abortos malsucedidos no Rio e em Belém. E, como as classes de menor renda não têm acesso à informação e aos métodos anticoncepcionais, são as mulheres pobres que realizam aborto em condições inseguras. Para as mulheres ricas, o aborto é uma questão que não se coloca. Elas fazem. Em condições seguras. Pagam R$ 2 000, R$ 5 000. As mulheres pobres não. Existe também uma questão de gênero. Eu pergunto: se os homens engravidassem, será que essa questão já teria sido resolvida? Como é que alguns setores têm coragem de dizer que essa é uma questão que não pode ser discutida? Não vamos discutir que as pessoas estão morrendo? A realidade está batendo na nossa cara.
Fonte.
Em uma resposta o ministro conseguiu resumir tudo de mais importante sobre essa questão.
Virou ídolo absoluto no meu reino.
