Mil e quinhentas mulheres serão indiciadas pela prática de aborto numa clínica de Campo Grande - MS.
Num caso inédito e polêmico, a Justiça de Mato Grosso do Sul está indiciando, julgando e condenando 150 mulheres acusadas de praticarem aborto em uma clínica de Campo Grande - o número total de envolvidas no caso, e que devem passar por uma investigação, é de 1,5 mil. De julho até o início deste mês, 150 já foram indiciadas, 37 foram julgadas e 26, condenadas a penas alternativas.
O caso veio à tona em abril do ano passado, quando o Ministério Público Estadual denunciou 10 mil mulheres acusadas de terem feito aborto entre 2000 e 2002, sob os cuidados da médica anestesiologista Neide Motta Machado, proprietária do estabelecimento, na área central de Campo Grande. Até 1999, não existia fichário das clientes, sendo, portanto, incalculável o número de mulheres que passaram pelo local. O Ministério Público afirma que a clínica funcionou por 20 anos.
Fonte
Essa matéria foi publicada no dia 18 de Novembro às 08:18. No mesmo dia, às 12:36 já eram 30 as mulheres condenadas e 1.220 as acusadas.
Aumentou para 30 o número de mulheres que depois serem indiciadas como criminosas no 1º Distrito Policial de Campo Grande, receberam penas alternativas do juiz Aluízio Pereira dos Santos. Outras 1.220, todas acusadas pela prática de aborto em uma clínica da cidade, terão a mesma decisão do magistrado.
Fonte
Fizeram as contas? Em cerca de 4 horas e meia o juiz condenou 4 mulheres e acusou mais 1.070.
Nunca antes nessa minha vida vi a justiça trabalhar tão rápido.
As acusadas entraram com habeas-corpus, mas todos eles foram negados.
Todo esse barulho apenas para condenar mulheres que decidiram interromper uma gravidez.
Pensando nisso, criei a enquete ali do lado. É batida, mas fiquei curiosa para ver o que vocês pensam.
